
Eu canto o amor! O amor, tão loucamente, quero!
Em dança ao ventre sou fascínio e colibri
nas juras do pecado. Incandescente fero,
sou onça, sou mulher - um sonho aqui e ali!
Eu canto o amor! O amor, tão loucamente, quero!
Aos rogos do infinito, ardente frenesi
nos flancos do destino. Em mim rosa venero,
voltejo num jardim – um passo aqui e ali!
Ao meu candente beiço há beijo e só tormento!
Se burlam versos meus, sacrário vil - expiro,
cavalgo à luz do sol, sou flor sutil - lamento.
Infrinjo as leis da paz, sou hóstia do momento!
Anseio um louco amor, traduzo-me em suspiro
e a súplica do orgasmo exaro ao firmamento!
Soneto Alexandrino Sensual.
Sílvia Mota a Poeta do Amor e da Paz.
Cabo Frio, 4 de março de 2010 – 07h04.
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