sábado, 1 de maio de 2010

Heresia do amor



Eu canto o amor! O amor, tão loucamente, quero!
Em dança ao ventre sou fascínio e colibri
nas juras do pecado. Incandescente fero,
sou onça, sou mulher - um sonho aqui e ali!

Eu canto o amor! O amor, tão loucamente, quero!
Aos rogos do infinito, ardente frenesi
nos flancos do destino. Em mim rosa venero,
voltejo num jardim – um passo aqui e ali!

Ao meu candente beiço há beijo e só tormento!
Se burlam versos meus, sacrário vil - expiro,
cavalgo à luz do sol, sou flor sutil - lamento.

Infrinjo as leis da paz, sou hóstia do momento!
Anseio um louco amor, traduzo-me em suspiro
e a súplica do orgasmo exaro ao firmamento!


Soneto Alexandrino Sensual.
Sílvia Mota a Poeta do Amor e da Paz.
Cabo Frio, 4 de março de 2010 – 07h04.

0 comentários:

Postar um comentário