

Nós dois andando, assim, por sobre o mundo inteiro,
mãos dadas, tanto amor, teu verso minha lei...
A provocar ciúme em pássaro agoureiro,
roubaste-me uma flor... ao siso abdiquei...
Fui terra, fui tremor, raiz que exala cheiro,
lancei-me ao teu regaço, ao teu ramado arfei...
A desvairar quimera e ao som de fado outeiro,
ouvido só por nós, pecado em ti suguei...
E a flor roubada e bela, inflou-se ao nosso outono...
Meu pólen, fui-te seiva - um sonho transcendente!
À luz da criação - pistilo e androceu!
Depois, à verde relva, um cálido abandono...
Meu fogo feminino - olor de flor fremente!
Teu fero sentimento - em paz, no corpo meu!

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 31 de março e 2010 – 13h56
0 comentários:
Postar um comentário